05 maio 2017

[Resenha] O Signo dos Quatro


O SIGNO DOS QUATRO
Autor: Arthur Conan Doyle
Editora: Zahar
Ano: 2015
Páginas: 184
Skoob

Sinopse: Assassinato, roubo, traição e vingança em mais um romance do detetive mais amado da literatura policial
O signo dos quatro traz Sherlock Holmes confiante como nunca, e irresistivelmente atraído pelas agruras de sua cliente Mary Morsan, uma bela mulher atormentada por um passado nebuloso. Com seu caro Watson, Holmes vê-se às voltas com uma aventura repleta de elementos dramáticos: as figuras misteriosas de um pigmeu e um homem com perna de pau, uma caçada desesperada, um cão digno de confiança e uma furiosa perseguição pelo Tâmisa.
Essa edição traz texto integral e 22 ilustrações originais. A versão impressa apresenta capa dura e acabamento de luxo.




O marasmo já perturbava Sherlock Holmes em virtude de um longo período em que não possuía casos a resolver. Seu amigo Watson, em mais uma das visitas que lhe fazia há meses, estava irrequieto por testemunhar o estado de espírito do companheiro.

Eis que surge a inesperada visita de uma distinta mulher, que se apresenta como Miss Mary Morstan. Ela relembra a Holmes que ele havia trabalhado para sua patroa, Mrs. Cecil Forrester, em certa ocasião que esta recorrera ao sagaz investigador, e que ela própria, agora, necessitava de seu auxílio em um enigma que já a atormentava há anos.

Miss Morstam passou a contar-lhes sua história, explicando que há quase dez anos seu pai, Arthur Morstan, avisou que estava retornando da Índia para Inglaterra. Miss Morstan, ansiosa por ver o pai, que há muito não tinha contato, teve uma grande frustração quando descobriu que o oficial havia desaparecido do hotel em que se hospedara, para nunca mais reencontra-lo.



Desde então, Miss Morstam tem recebido, periodicamente, pérolas de grande valor, junto a bilhetes. Agora, num último contato, recebera no papel um texto que pedia que fosse ao encontro de alguém que lhe revelaria o que de fato aconteceu ao seu pai, quando retornou da Índia.

Preocupada e receosa com uma situação um tanto estranha, procurou Holmes e Watson para acompanhá-la nesse encontro, tendo em vista que a misteriosa pessoa não fazia restrição a dois acompanhantes. E assim sucedeu o encontro à hora marcada.

Os três foram conduzidos até um segundo local, pelo homem incumbido de encontrá-los, por um caminho longo e por bairros nada glamurosos de Londres. Apesar da preocupação, Holmes se preveniu e levou consigo sua arma.

No local da parada final, foram convidados a adentrarem numa residência, recepcionados por um típico hindu. Lá puderam conhecer Mr. Thaddeus Sholto, um dos filhos gêmeos do major Sholto, grande amigo de Mr. Morstan, que serviram juntos na Índia.



Mr. Sholto retornou da Índia abastado, detendo grande quantidade de pedras preciosas. Porém, um tanto neurótico com a própria segurança, não dava nenhuma explicação aos filhos da razão de seus temores. No entanto, ao ver-se próximo à morte, decide contar aos seus herdeiros a ocasião da morte de Mr. Morstam.

O moribundo declarou que o tesouro que trouxera do exterior também pertencia a Morstan, e que a consciência lhe estava cobrando realizar justiça sobre isso, já que quando da volta do amigo à Londres, este lhe procurou e tiveram uma discussão a respeito dos valores da divisão. Tendo problemas cardíacos, Morstan sofrera um ataque, vindo a cair e bater a cabeça na própria arca que acomodava as preciosidades. A situação foi fatal, o homem faleceu. E por medo de ninguém acreditar na história, Mr Sholto ocultou o corpo e os fatos até então.

Findado esse enigma, todos partiram para a casa do irmão de Thaddeus Sholto, para dar a Miss Morstan a parte que lhe cabia do tesouro. Grande surpresa tiveram quando lá encontraram Bartholomew Sholto morto, com um medonho sorriso na face; e o cofre do tesouro havia desaparecido.



É a partir daí que Sherlock Holmes passa a empregar todo seu método investigativo, sua capacidade minuciosa de observar, e todas as outras ferramentas em busca de respostas, na sua insaciável gana de resolver os mais complexos casos.

A trama é de inesperada surpresa, quando nos faz pensar em diversos caminhos para a solução dos crimes. Arthur Conan Doyle, como sempre, se mostra um mestre do suspense e da artimanha, desenvolvendo um enredo em seus mínimos detalhes, de forma a nos transportar diretamente para um cenário de tensão e suspense.

Temos apenas uma certeza logo de início nas histórias de Arthur Conan Doyle: ela sempre será muito boa! Todo o resto sempre é novidade, é oculto, até que Sherlock Holmes entre no caso e mostre sua inigualável habilidade investigativa.

Sobre a edição que li, só posso dizer que ficou impecável. Ela faz parte da coleção Edição Bolso de Luxo, da editora Zahar; com capa dura, ilustrações originais e todo o esmero característico da editora.


6 comentários:

  1. Oii Junior.
    Eu amo as aventuras do Sherlock Holmes, mas acredita que eu nunca li esse livro? Pois é! Acho que está na hora de dar uma lida. Amei sua resenha. Mal posso esperar para mergulhar na obra e ser surpreendida.
    Beijos.

    Fantastica Ficção

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  2. Oiiii,
    Sempre paquerei os livros desse autor. E esse me chamou a atenção pela sua resenha. Comecei a ler e fiquei querendo mais, kkkk. Amo romance policial, nunca acerto nada, mas é o tipo de livro que me tira do meu conforto e me faz buscar respostas. Esse parece ser um livro desafiante.
    Ótima resenha.
    Beijos
    http://eusouumpoucodecadalivroqueli.blogspot.com.br/

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  3. Amei sua resenha! sempre quis ler algo desse autor, ja vi comentando coisas ótimas sobre esses livros! Vou anotar para poder ler.
    Beijos,
    Yasmim.

    Blog: http://literarte.blog.br

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  4. Amei a resenha!
    Sempre amei as histórias de Sherlock Holmes. E essa é muito surpreendente mesmo.
    Essa coleção da Zahar é maravilhosa <3

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  5. Amei a resenha mas o livro não faz muito o meu tipo. Mesmo assim, gostaria de ler (gosto de experimentar coisas que não costumo fazer kkkk).

    Beijos,
    Versos da Alma.

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  6. Amei a capa, ela é perfeita!!! Sobre o livro, ele até faz meu estilo mas ando em outra vibe para livros, então não sei se o aproveitaria nessa fase que estou vivendo. Mas parabéns pela resenha que está ótima!

    Um beijo, Carol
    Blog com V.

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