24 março 2017

[Resenha] Cujo


CUJO
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Ano: 2016
Páginas: 376

Skoob

SinopseFrank Dodd está morto e a cidade de Castle Rock pode ficar em paz novamente. O serial-killer que aterrorizou o local por anos agora é apenas uma lenda urbana, usada para assustar criancinhas. Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda. O espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet, todas as noites. Você pode me sentir mais perto… cada vez mais perto. Nos limites da cidade, Cujo – um são Bernardo de noventa quilos, que pertence à família Camber – se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde é mordido por um morcego raivoso. A transformação de Cujo, como ele incorpora o pior pesado de Tad Trenton e de sua mãe e como destrói a vida de todos a sua volta é o que faz deste um dos livros mais assustadores e emocionantes de Stephen King.



Oiee!

Vamos de Cujo?

Logo de cara eu me apaixonei por essa edição do livro e como é um gênero que adoro, não pude deixar de ler.

Cujo tem como cenário Castle Rock, uma pequena cidade rural no Maine. O lugar na década de 70 foi marcado pelo horror, um serial killer matou mulheres e crianças até que no fim se matou. Mas o pesadelo não acaba ai.

Vamos conhecer Tad Trenton, um garotinho de quatro anos, com dificuldades para dormir: ele vê um monstro em seu closet.

Os pais tentam tirar isso da cabeça de Tad, porém, sempre que fecham a porta do closet, ela se abre sozinha depois.




Apesar disso, os pais pouco dão atenção ao tal monstro, estão mergulhados em seus próprios problemas. O pai encontra-se em uma grande crise em seu trabalho e o casamento com Donna já não anda lá essas coisas também.

Na verdade, Donna, cansada de estar a maior parte do tempo sozinha, acaba tendo um caso com um restaurador de imóveis da cidade, um cara sem nenhum escrúpulo.


Cujo é o cão de Brett, filho de Joe, o mecânico da cidade. Cujo é um São Bernardo muito dócil, manso e que adora brincar com as crianças.

O cão acaba sendo mordido por um morcego portador da raiva, e é ai que as coisas começam a esquentar e a tensão toma conta da história.

Com a cabeça cheia, o pai de Tad viaja a trabalho. Nesse tempo, o carro de Donna volta a ter problemas e ela decide levá-lo ao mecânico.

Como Joe não atende suas ligações, ela resolve ir direto para a casa do mecânico junto com Tad. Chegando, Donna estranha o silêncio e o abandono do lugar. Só que Cujo está lá e o carro não pega...


"O medo era um monstro de dentes amarelados, criado por um Deus enfurecido para devorar os incautos e os ineptos."


Ler Stephen King é sempre um atrativo e tanto para mim. Apesar do autor ser reconhecido pelo gênero do horror, é inegável suas muitas facetas. E em todas, ele consegue me prender do início ao fim. O autor tem o dom de mexer com o psicológico do leitor.

Em Cujo não foi diferente. Quando comecei o livro fiquei um pouco apreensiva por ter um cão (e eu sou apaixonada por cães) como o algoz da vez. A tensão é enorme e não tem como largar o livro antes do fim, as páginas viram sozinhas.

E não é só a trama com Cujo, o cão raivoso, que estremece a história. O caso de Donna com um homem nada confiável e que não aceita o fim do relacionamento recheiam mais ainda os fatos.

É assustador as partes de Cujo e suas vítimas, não só mãe e filho. King é mestre na descrição dos detalhes, aterrorizante demais, as emoções ficam a flor da pele.



King explora o ser humano em seus personagens e os tornam muito reais, isso acaba dando uma proximidade maior com o leitor.

Quero destacar a angústia da mãe com o filho, aprisionados por um cão raivoso e sem saída. Essa situação foi a mais pesada do livro. King nos passa todo drama da mãe para proteger seu filho, o medo, qual atitude tomar diante da situação. Você se aprofunda nesse desespero, é inevitável não se colocar no lugar de Donna.

Outro ponto de destaque é a situação de Cujo, o desenvolvimento da doença. Cujo, apesar de tudo, é uma vítima também. E nessa parte, temos o alerta de todo cuidado que deve se ter com a doença, que é muito real.

O final foi bastante inesperado para mim, ou melhor, acho que sabia mas queria fugir dele. Forte, intenso e ousado, é o que posso dizer.

A edição da Suma está fantástica!! Foi paixão à primeira vista. Muito bem produzida, capa dura com relevo da pata de um cachorro, folhas amareladas, acabamento perfeito. Linda demais e com certeza, para colecionador.

Altamente recomendável!




Adaptação para o cinema:



Cujo foi escrito em 1983 e adaptado para o cinema.
Os acontecimentos no começo seguem bem o livro, mas claro que é de forma um pouco mais corrida e com isso algumas coisas acabam se perdendo, mas consegue passar a tensão da história.
Alguns acontecimentos e o final sofreram algumas mudanças, então leiam primeiro, antes de se aventurarem na tela.
De qualquer forma considerei uma boa adaptação e recomendo.

5 comentários:

  1. Amo as histórias de Stephen King, porém, nunca li esse e nem vi o filme, vou tentar ler o livro e ver o filme.

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  2. Olá!
    Ai, gosto muito de Stephen King e nem precisei de ler muitas coisas :p Mas esta obra não conhecia e foi diretamente para a minha lista de espera, pois tenho a certeza que vou adorar! Então, obrigada pela dica.
    Beijos

    Pseudo Psicologia Barata

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  3. Essa edição está a coisa mais linda e Stephen King é garantia de sucesso. Estou muito ansiosa pra ler esse livro, tenho visto muitas resenhas positivas e não sabia que tinha adaptação. Gostei muito da Resenha.
    Abraços

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  4. Olá, tudo bem?
    Esse livro já está na minha lista e vou ler ele muito em breve! Adoro o gênero e o Stephen, é o King que a gente respeita, né?

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  5. Olá!
    Nunca li nada do King, mas não é por falta de vontade.
    Achei incrível o livro pelo o que você disse, e fiquei curiosa para saber sobre o final.
    Não imaginava que ele foi escrito em 1983. Vou seguir seu conselho e ler o livro primeiro.
    Adorei a resenha!
    Beijos.

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